sábado, 6 de novembro de 2010

Nunca digas Nunca

10/10/10
 Lá estava eu em grande estilo e cheio de confiança a correr a minha primeira Meia-Maratona. ´
Mas vamos começar pelo início e fica desde já a promessa de que falarei dessa experiência mais tarde.
Tudo começou em Maio do presente ano. Fui desafiado pelo meu amigo Ricardo Rêgo para fazer a prova de 10 km entre a Póvoa de Varzim e Vila do Conde, o que para mim era uma distância para a qual eu achava que não estava minimamente preparado, pois o meu passado comprovava que não era grande adepto da corrida.  Esta prova teve algo de peculiar: chegamos atrasados cerca de 6 minutos ao tiro de partida, o que fez com que corrêssemos metade do percurso sozinhos na estrada, só com o apoio  do público que se fazia ouvir com incentivos típicos de quem estava solidário com os últimos classificados. À medida que avançávamos fui-me deparando com os primeiros participantes a correr a toda a velocidade em sentido contrário. Foi nesse instante que me apercebi que estava no meio de uma prova e de que aquilo era a sério, pois até aquele momento corria numa tentativa desesperada de apanhar pelo menos o carro vassoura que nem sequer estava no meu horizonte. Esta minha busca incessante fez com que ao km 5 o sonho se tenha tornado realidade. Lá estava o dito veículo acompanhado por 2 corredores em condições muito debilitadas. Eles fizeram-me acreditar de que era possível não ficar em último. À medida que ultrapassava sentia uma adrenalina inexplicável. Por momentos senti que era capaz de correr até ao fim do mundo. Foi então que o Ricardo acenou com a cabeça com o intuito de me dar força para prosseguir sem olhar para trás. Ele percebeu perfeitamente o que eu estava a viver. Aquele gesto libertou-me.  E lá fui eu a toda a velocidade em busca da meta com a perfeita  noção de que iria conseguir acabar esta prova. Num ápice lá estava eu a esticar o pescoço para ganhar uns milésimos de segundo ao tempo.
Colocaram-me a medalha de participação, e para mim ela tinha o peso do ouro.